Planta ereta, bianual, aromática, de 20 a 60 cm de altura, um pouco nauseosa. Raiz grossa, pivotante, ramosa, fibrosa, branca na parte subterrânea e rosada no coleto. Caule anguloso, caniculado, fistuloso, verde, glabro, muito ramoso e estendido. Folhas luzidias, pouco carnosas, polimorfas, as inferiores pecioladas, opostas, pinatissectas, com 5 segmentos cuneiformes, incisos na base, lobos e dentes no ápice; as superiores sésseis, alternas, de bainha estreita, bordos brancos ou branco-amarelados, segmentos curtos e estreitos. Flores branco-amareladas ou alvas, em umbelas curtamente pedunculadas ou mesmo sésseis, terminais ou laterais, com 6 a 12 raios desiguais, sem invólucro e involucelo. Cálice rudimentar e em anel. Corola com 5 pétalas pequenas e encurvadas para dentro, dispostas em torno de um disco deprimido. Estames 5 curtos, reflexos sobre o ovário ínfero. Fruto cremocarpo, pequeno, oval e oblongo. Desenvolve-se em terras úmidas e salinas. O plantio deve ser feito em solos pouco ácidos, fofos, férteis e areno- argilosos. Não se adapta a lugares quentes e com chuvas prolongadas.
Partes Usadas Folhas, sementes ou raízes.
Formas Farmacêuticas Infuso, decocto, tintura ou cataplasma.
Emprego Excitante, carminativo, diurético. Empregado no tratamento de reumatismo,gota, inflamação do sistema urinário e especificamente na artrite reumatoide com estado depressivo, hipertensivo. Contra anemia é indicado o decocto de suas folhas, 3 vezes ao dia. É usado na alimentação como salada. A raiz fresca, em decocção durante 5 minutos, na dosagem de 20 g/l de água, elimina cálculos do rim e vesícula biliar. Dobrando as doses elimina os cálculos da bexiga. Externamente, pode ser usado como cataplasma e como vulnerário. O decocto do caule é usado em mulheres com infecção pós-parto.
Constituição Química As folhas e o caule contêm um glicosídeo denominado apiina e pequenas quantidades de essência, e ainda manita e isonita. Nas raízes também foram encontradas asparagina, tirosina e colina. Os frutos contêm maior quantidade de essência do que as folhas, ricas em hidrocarbonetos, d-limoneno, ácido palmitínico, 2 fenóis e um sesquiterpeno. Seu odor característico é dado por um derivado do ácido sedanônico. Contém, ainda, vitaminas A, B1, B2, B5, C e E. Interações Medicamentosas e Associações Faz parte do xarope de 5 raízes: aipo, salsa, funcho, aspargo e gilbarbeira, existente no Codex 1937. As sementes do aipo diminuem a hepatotoxicidade do acetaminofeno e tiocetamina.
Contraindicação O óleo e fruto são contraindicados na lactação e na gravidez (por serem estimulantes uterinos), mas isso não ocorre com o caule.
Evitar o uso em pacientes diabéticos e com insuficiência renal.
Toxicidade Existem relatos de fotossensibilidade em contato com o caule, devido àpresença de furanocumarinas em sua composição, como também, reações alérgicas e anafiláticas após a ingestão do talo e caule. Pacientes que têm alergia à cenoura e ao dente-de-leão apresentam sensibilidade cruzada ao aipo.
Nome Científico: Apium graveolens L.
Sinonímia Vulgar: Salsão, aipo-doce, aipo-d’água, salsão-selvagem.
Sinonímia Científica: Apium graveolens Cham.; Apium integrilobum Hayata; Apium vulgare Bubani; Carum graveolens (L.) Koso-pol; Celere graveolens (L.) Britton; Selinum graveolens (L.) Krause; Seseli graveolens Scop.; Sium apium Roth.; Sium graveolens (L.) Vest
