Alcachofra

A alcachofra é uma planta herbácea, perene, atingindo 1 m de altura, de caule estriado ou sulcado, brancacento, que brota todos os anos após o inverno, se o frio não for muito rigoroso. Forma uma roseta de folhas grandes e profundamente recortadas chegando os recortes à nervura principal, com pouco ou nenhum
espinho. As folhas são carnosas, verde-claras, sobretudo na face inferior, cobertas de uma penugem branca que as empalidece. O pecíolo e a nervura principal são muito salientes. Quando a planta torna-se adulta, eleva-se um pedúnculo cilíndrico, sulcado, com poucas e pequenas folhas. Na sua extremidade, surgem os capítulos recobertos de brácteas coriáceas e comestíveis, de cor roxa, tornando-se depois pálidas ou quase brancas. As flores são azuis de corola estreitamente tubulosas, longas, com 5 lobos lineares na extremidade. Os frutos têm uma coroa de cerdas pilosas. O plantio deve ser feito em terrenos bem drenados, de acidez não muito elevada, e em solos sílico-argilosos. O nome genérico Cynara vem do latim “canina”, que se refere à semelhança dos espinhos que a envolvem com os dentes de um cachorro. Multiplica-se por sementes em covas ou sulcos. 
Parte Usada Folhas.
Formas Farmacêuticas Infuso, decocto, tintura ou extrato fluido.
Emprego Moléstias do fígado, regulador da função biliar, estimulante renal. Ensaios químicos comprovaram sua ação hepatoprotetora e ainda reguladora dos níveis de colesterol e triglicérides. As folhas contêm substâncias que apresentam atividades analgésicas. Não apresenta efeito colateral, e foram observadas leve
atividade sedativa (que parece estar dissociada da ação analgésica) e atividades bactericida e fungicida, ainda não muito estudadas. O infuso e o decocto a 2,5% são usados de 50 a 200 ml ao dia. O extrato é usado de 1 a 5 ml ao dia e o xarope de 10 a 50 ml ao dia. A manipulação da planta deverá ser feita com material seco.
Constituição Química 
Seu óleo essencial contém ß-selineno e cariofileno, e os óleos fixos estão representados pela cinarina, que é um dos derivados do ácido cafeico, e pela cinaropicrina (principal componente das substâncias amargas),
corantes antocianínicos, flavonoides livres e glicosilados. Possui tanino, carboidratos (sacarose, frutose).
Interações Medicamentosas e Associações Pode ser associado à bétula, celidônia, genciana, alecrim ou dente-de-leão para potencializar os efeitos colagogo e colerético. No tratamento de colesterolemia (abaixa o colesterol total e o LDL) e hepatopatias, pode combinar-se com cardo mariano, genciana, dente-de-leão e alecrim. Prejudicial quando utilizado com diuréticos, porque pode haver queda do volume sanguíneo gerando queda de pressão arterial. Essas interações são mais acentuadas com diurético de alça (furosemida) e tiazídicos (cortalidonas e hidroclorotiazida e indapamida). A alcachofra provoca a perda de potássio e pode haver a possibilidade de hipocalemia.
Contraindicação Não deve ser usado por mães que amamentam e em casos de fermentação intestinal. E não deve ser usada por pacientes alérgicos ou que possuam hipersensibilidade a outras plantas da família Asteraceae, assim como aos pacientes que tenham obstrução do ducto biliar.
Toxicidade Pode reduzir a secreção láctea e produzir dermatite de contato, urticária
e reação alérgica. Considerada segura como flavorizante em bebidas alcoólicas.

Família: Asteraceae (Compositae)
Nome Científico: Cynara scolymus L.
Sinonímia Vulgar: Alcachofra-rosa, alcachofra-de-comer, alcachofra-hortense, alcachofra-comum.
Sinonímia Científica Cynara cardunculus L.