Planta vivaz, de bulbo composto, eixo cheio e curto, tendo, na parte superior, restos de folhas em cujas axilas encontram-se bulbilhos; na parte inferior, raízes fibrosas. Ramificações aéreas com folhas alternas, lineares, verde-glaucas e munidas de uma bráctea cilíndrica esbranquiçada. Flores, contornadas por uma
grande bráctea, formam, no ápice dos ramos, uma falsa umbela. São muitas vezes entremeadas de bulbilhos ovoides e vermelho-purpúreos. Perigônio com 6 peças petaloides, persistentes, marcescentes, um pouco cônicas na base, estreitas e côncavas. Seis estames livres e hipóginos. Ovário livre, trilocular e pluriovulado,
deprimido no centro, de onde se eleva o estilete filiforme, persistente. Fruto cápsula trígona, loculicida, cujas lojas abrigam uma semente angulosa e de tegumento coriáceo. Multiplica-se em solos fofos, ricos em matéria orgânica e não subsiste em terrenos encharcados. Reproduz-se por bulbilhos a 1 ou 2 polegadas de
profundidade. Deve ser colhido quando as folhas começam a ficar amareladas e secas. É costume mineiro trançarem-se as folhas formando réstias. Parte Usada Bulbilho.
Formas Farmacêuticas Infuso, decocto, tintura, óleo, sumo ou xarope.
Emprego Antigripal, vermífugo, hipotensor. Os bulbilhos amassados e cozidos na manteiga são usados nas gripes e como expectorante. Contra sinusite, é usado no vaporizador. Bulbilhos de 2 a 4 ml, 3 vezes ao dia. Tintura (1: 5 em álcool a 45%) 2 a 4 ml, 3 vezes ao dia. Óleo 0,12 a 0,3 ml, 3 vezes ao dia. Sumo, de 2 a 4 ml. Xarope, de 2 a 8 ml. É usado universalmente como condimento. Amassar 3 dentes de alho em uma colherinha de manteiga, aquecer e tomar contra “peito cheio”.
Constituição Química: Enzimas: alinase, peroxidases, mirosinases. Óleos voláteis: (0,1 a 0,36%), compostos contendo enxofre incluindo a aliina, alicina e compostos derivados da mesma. Terpenos incluindo citral, geraniol, linalol e α e ß-felandreno. Possui ainda proteínas, minerais (Se, Ca, S, I, Si, Na, Fe), vitaminas (A, B1, B2, C, P), aminoácidos e prostaglandinas.
Interações Medicamentosas e Associações Pacientes que fazem uso de anticoagulantes (varfarina), ou hemostáticos, pois aumenta sua ação. No hipotireoidismo, pois pode diminuir a absorção do iodo pela tireoide. Associado à asa-fétida e à gema de ovo foi usado, em clister, para combater oxiúros. A dose de insulina pode exigir ajuste devido ao efeito hipoglicemiante do alho. Pode aumentar os efeitos dos agentes que abaixam o colesterol.
Contraindicação O uso abusivo do alho pode causar inflamações do estômago e úlceras e, em algumas pessoas sensíveis, erupções cutâneas. Deve ser evitado também por mulheres grávidas, pois em grande quantidade é abortivo. Não usar no hipotireoidismo. Nas hemorragias e no pré-operatório, por diminuir a agregação de plaquetas. Na refluxofagite, pelo efeito relaxante do esfíncter do esôfago. Toxicidade Pode causar dermatite de contato por causa de sua ação vesicante. Se ingerido em demasia pode causar mau hálito. E seu óleo puro pode causar náuseas.
É seguro usá-lo como óleo, extrato e óleo-resina.
Família: Alliaceae (Liliaceae)
Nome Científico: Allium sativum L.
Sinonímia Vulgar: Alho.
Sinonímia Científica: Allium pelomense Prokhanov
