Arbusto de 60 cm a 2 ou 3 m de altura, ou árvore de 7 a 8 m, tendo os ramos novos quase sempre pubescentes e os velhos glabros na maioria dos casos. Folhas imparipinadas, compostas de 2 a 7 pares de folíolos, alternas, membranáceas, glabras, sésseis, de 2 a 7 cm de comprimento e 1 a 3 cm de largura, oblongo-elíticos, ou ovais, com ápice mais ou menos agudo ou mucronado, margem inteira, subcrenada, crenada ou levemente serreada, provida de um pequeno dente no ápice; base estreita nervação penada e com nervuras secundárias salientes. Pecíolos cilíndricos na parte inferior e mais ou menos alados, inflorescência em panículas de 5 a 10 cm de comprimento. Brácteas inferiores arredondadas e superiores ovais agudas. Flores amarelas ou pálidas, pequenas, com cálice pentâmero, de peças ovais, agudas, palidamente marginados, ciliados e subglabros. Corola pentâmera, com pétalas livres, oblongas, sendo as femininas menores. Androceu com 10 estames de anteras ovoides, claras. Gineceu globuloso, com 2 mm de comprimento, verde, glabro, estilete curto estigma trilobado e captado. Fruto drupa globulosa, vermelha
com semente reniforme.
Parte Usada Cascas.
Formas Farmacêuticas Infuso, decocto, tintura ou extrato fluido.
Emprego A aroeira é balsâmica, adstringente, usada nas afecções das vias respiratórias e das vias urinárias. Goza de propriedades hemostáticas, notadamente nas hemoptises e metrorragias. A córtex fresca em decocção, durante 20 minutos na dose de 60 g/l, aplicada em banho, atua contra o reumatismo. O infuso ou
decocto, usado a 1%, é ingerido de 50 a 200 ml ao dia e o extrato-fluido, de 0,5 a 2 ml ao dia. A tintura, de 2 a 10 ml ao dia. Um ensaio clínico feito com extrato aquoso das cascas em concentração de 10% aplicado na forma de compressas intravaginais promoveu 100% de cura em 100 mulheres portadoras de cervicite e cervicovaginites num período de 1 a 3 semanas de tratamento.
Constituição Química Resina, hidrocarbonetos terpênicos, ácido pirogálico, glicose, óleo essencial, alquil-fenóis.
Contraindicação Não deve ser usada por pessoas que tenham alergia à planta. Toxicidade Existem relatos de alergia provocada pela resina. A ingestão do fruto pode causar vômitos e diarreia em crianças, juntamente com cefaleia e astenia.
Família: Anacardiaceae
Nome Científico: Schinus terebinthifolia Raddi
Sinonímia Vulgar: Aroeira, aroeira-vermelha, aroeira-mansa, cambuí.
Sinonímia Científica: Schinus aroeira Vell.; Schinus acutifolia Engl.; Schinus dubia Barkl; Schinus chichita Speg.; Schinus raddiana Engl.; Schinus glasioviana Engl.; Schinus selloana Engl.; Schinus damasiana
Beauv.; Schinus pilosa Engl.; Schinus microphylla Chodat & Hassl.; Schinus angustifolia Shodat & Hassl.; Sarcortheca bahiensis Turcz.
