Babosa

Plantas crassas, de caule lenhoso, folhas alternas, espessas, lisas, ou com espinhos, inteiras. Flores hermafroditas, regulares, estão dispostas em cachos, simples ou compostas, terminais ou axilares. Perianto colorido, com 6 divisões reunidas em tubo na base. Seis estames, hipóginos e livres. Ovário livre, 3 lojas e multiovulado. Estilete longo com 3 lobos estigmatíferos. Fruto cápsula pequena loculicida. Sementes albuminosas.
Alöe spicata L.: Folhas planas, carnosas, até 1 m de comprimento, verdes, com manchas brancas, denteadas e com espinhos bem espaçados. Flores branco-esverdeadas, campanuladas, dispostas em espigas sobre haste central. América do Sul.
Alöe succotrina Lam.: Folhas ensiformes, densas, lanceoladas, ápice voltado para dentro ou lirado, verde-claras ou amareladas, serreadas e com margens brancacentas e guarnecidas de dentes triangulares. Flores amarelas ou vermelho-vivas na base e esverdeadas em cima, dispostas sobre haste central, em cachos não ramificados.
América do Sul.
Alöe vera L.: Folhas ensiformes, densas, lanceoladas, estreitando-se na base para o ápice, côncavas na parte superior e convexas na inferior, glauca-esverdeadas, sinuoso-serreadas, carnosas, manchadas. Flores amarelo-esverdeadas, tubulosas, pendentes com pedicelos menores que as brácteas, dispostas em rácimos terminais, densos, sobre haste simples ou ramificada, de 60 a 100 cm de comprimento. Fruto ovoide oblongo, trígono com sementes aladas. Originária das ilhas de Sucotrina e das costas do mar Vermelho.
Partes Usadas Sumo gomoso dessecado ou folhas.
Formas Farmacêuticas Pó, pílulas e sumo (gel fresco e mucilaginoso) ou tintura.
Emprego Purgativo (0,10 a 0,50 g do pó), como estomáquico, digestivo, usa-se a tintura de 5 a 10 gotas. O sumo das folhas é usado como cicatrizante, nas doenças de pele e do couro cabeludo, nas parasitoses externas (piolho e carrapato) e, ainda, é utilizado nas hemorroidas e infestações por oxiúros. Usada para fazer nascer cabelo. A emodina tem propriedades laxativas. As aloínas A e B são drásticas. Para cicatrização, retirar o sumo das folhas e passar diretamente no local.
Constituição Química Glicosídeos antraquinônicos, aloínas A e B, além de emodina e aloinose. Possui uma quantidade considerável de ácido crisofânico, enzimas (como a celulase, carboxipeptidase, catalase, amilase e oxidase). Aminoácidos vitaminas B, C e E, sais minerais (Ca, K, Na, Mn, Al), além de grande quantidade de ingredientes inativos, incluindo resinas e óleos voláteis. 
Contraindicação É contraindicado seu uso interno durante a gravidez e aleitamento.
Também não é recomendado para paciente com varizes, hemorroidas, afecções renais e enterocolites, apendicites, prostatites, cistites, disenterias, diverticulites e menstruações profusas. O gel não deve ser usado externamente em cortes cirúrgicos por aumentar o tempo de cicatrização. 
Toxicidade Em se usando altas doses, podem ocorrer desmaios, hipotensão, hipotermia e nefrite, e pode ser abortiva. 8 g do pó podem levar à morte. Foi citado um caso em que o uso prolongado interno deixou as unhas do pé roxas. O sumo das folhas pode aumentar o risco de hepatite. Interações Medicamentosas e Associações O uso da babosa é incompatível com os heterosídeos cardiotônicos e corticosteroides. É incompatível com tanino, ferro, mentol, timol e fenol. Pode ser associado à cáscara sagrada como laxativo. 
Aumenta a perda de potássio se usada concomitantemente à digoxina. Potencializa o efeito hipoglicemiante da glibenclamida, mas seu uso só poderá ser indicado sob supervisão profissional. 
Observação As espécies de babosa mencionadas têm sido usadas de maneira semelhante (como sucedânea), embora a oficinal seja a espécie Alöe vera L.

Família: Asphodelaceae (Liliaceae)
Nome Científico: Aloë spicata L. f.[1]; Aloë succotrina Lam.[2]; Aloë vera (L.) Burn. f.[3]
Sinonímia Vulgar: Áloe.
Sinonímia Científica: Aloë arborescens Mill.[2]; Aloë vera L.[3]; Aloë vera Mill.[3]; Aloë
perfoliata var. vera L.[3]; Aloë barbadensis Mill.[3]