Parece ser originária do México, porém muito frequente no Brasil, onde se adaptou muito bem. Erva anual, de caule ereto, dicótomo, nodoso, avermelhado algumas vezes em toda a sua superfície externa e, outras vezes, somente ao nível das extremidades inferiores dos entrenós, ou somente verde. Raiz perene, branca por dentro e escura por fora. Folhas pecioladas opostas, ovais, algumas ligeiramente
cordiformes ou cuneadas na base e acuminadas no ápice, verde-escuro na face ventral e verde-claro na face dorsal. Nervação pinada, veias anastomosadas e nervura mediana muito saliente. Limbo medindo até 13 cm de comprimento e até 8 cm de largura. Pecíolo sulcado na parte superior, ligeiramente dilatado no seu ponto de inserção no caule, medindo até 6 cm de comprimento. Flores de cheiro agradável, que se abrem depois do pôr-do-sol e fecham-se pela manhã, avermelhadas, brancas, amarelas ou raiadas ou pintadas de branco-avermelhadas ou branco-amareladas. Cálice gamossépalo e infundibuliforme, com 5 divisões e dilatado na base. Não possui corola. Cinco estames livres na parte terminal e concrescentes na base; gineceu unicarpelar, unilocular e uniovulado. Fruto aquênio rugoso e preto, coberto por parte do cálice persistente. Semente com albúmem. Multiplica-se por sementes.
Partes Usadas Folhas, flores ou raízes. O sumo das folhas é usado nas manchas da pele e também no herpes simples. Formas Farmacêuticas Extrato fluido, decocto ou pó.
Emprego Popularmente a raiz é purgativa e empregada nas hidropsias, moléstias da pele, leucorreia e diabetes. No último caso, é apenas paliativo. É empregada, também, nas afecções hepáticas, chagas, contusões, escoriações e sarda. O suco das folhas é usado nas manchas da pele e herpes. Embora essa prática seja condenada pelos médicos, o suco do caule é usado em dores de ouvido. Como purgante, toma-se de 2 a 4 gramas da raiz dessecada e pulverizada. Nas demais moléstias, usa-se para adulto 1 g e para crianças, a metade.
Constituição Química A análise fitoquímica de seus componentes indicou a presença de peptídeos ricos em cisteína (estudos indicam atividade antifúngica bacteriostática sobre bactérias gram-positivas). Além dessas substâncias, foi detectada a presença de galactose, arabinose e trigonelina.
Toxicidade As sementes são venenosas.
Família: Nyctaginaceae
Nome Científico: Mirabilis jalapa L.
Sinonímia Vulgar: Maravilha, boas-noites, belas-noites, jalapa-falsa, batata-de-purga.
Sinonímia Científica: Mirabilis dichotoma L.; Mirabilis corimbosa Sisber; Jalapa odorata L.
