Arbusto ou subarbusto de caules fortes, subarredondados quando ovelhos, floríferos, crassos superiormente, de epiderme subssanguínea, estriada e com lenticelas amarelas. Folhas bipinatífidas, imparipinadas, mais curtas na parte terminal dos ramos. Folíolos numerosos, oblongos, glabros. Nervuras grandes, salientes, em geral 5, raro 6 ou mais. Pecíolos aplanados na base. Panículas de 15
a 20 cm de comprimento, de belas flores violáceas. Cálice tubuloso, campanulado, infundibuliforme, violácea, sendo mais clara na parte inferior. Estames na base da corola. Disco discretamente abaixo do ovário, estilete de 2,5 cm de comprimento.
Fruto cápsula elíptica, achatada. Sementes orbiculares ou elípticas, levemente aladas, cinéreo-castâneas.
Partes Usadas
Folhas ou caules.
Formas Farmacêuticas
Infuso, decocto, tintura, extrato fluido, vinho ou cachaça.
Emprego
Antissifilítico, antiblenorrágico, adstringente, diurético, tônico, antirreumático. O caule em infusão é usado externamente para coceiras. O pó, de 5 a 15 g ao dia, é usado como cicatrizante. O infuso e o decocto são preparados a 5%, tomando-se de 2 a 3 xícaras ao dia. O vinho, de 50 a 150 ml ao dia.
Constituição Química
Alcaloide carobina, ácidos caróbico e esteacaróbico. Resinas, matérias oleosas, tânicas e pécticas.
