Coentro





    Planta glabra que chega a medir entre 10 e 30 cm de altura. Raiz fusiforme e caule ereto, cilíndrico e estriado e um pouco ramoso. Pequenas folhas verdes, sendo as inferiores flabeliformes e as superiores pinatifidas de lacínios lineares. Flores brancas ou róseas, pequenas, sendo que as de circunferência radiadas e com pétalas maiores são dispostas em umbelas curtamente pedunculadas. Fruto cremocarpo ovoide, globuloso, costado e coroado pelos dentes do cálice e pelos 2 estiletes, podendo separar-se em 2 mericarpos hemisféricos. As folhas e flores têm cheiro de percevejo esmagado. Multiplica-se plantando o fruto maduro, pois é difícil separar o fruto da semente.

Partes Usadas 
Folhas, frutos maduros.
Formas Farmacêuticas 
Infuso, decocto, tintura e extrato fluido.
Emprego 
O óleo essencial confere propriedades estomáquicas, carminativas, analgésicas e antiespasmódicas. É usado na flatulência, inapetência, halitose e insuficiência pancreática. Além de ação fungicida e bactericida, pode ser usado como condimento. Infuso ou decocto a 2,5%, de 2 a 3 xícaras ao dia;extrato fluido, de 1 a 5 ml ao dia.
Constituição Química 
Óleos essenciais, principalmente d-linalol ou coriandrol; hidrocarbonetos monoterpênicos principalmente, geraniol, borneol, d-pineno; α-pineno, p-cimeno, limoneno, acetato de geranilo e alcanfor; aldeído 2-trans-dicenol. Flavonoides (quercetina, arpigenina, rutina e campferol); furanocumarinas, alguns ácidos e vitaminas A e C.
Interações Medicamentosas e Associações 
Aumento do efeito hipoglicemiante. Monitorizar rigorosamente os níveis de glicemia durante o uso do coentro.
Contraindicação 
Para pessoas alérgicas.
Toxicidade 
Pode causar lesões renais, quando usado em excesso. Não é seguro seu uso durante a gravidez e amamentação. Pode provocar dermatite de contato, devido ao teor de furanocumarinas, e o óleo essencial pode chegar a ser convulsivante.