Família
Asteraceae (Compositae)
Nome Científico
Ageratum conyzoides L.
Sinonímia Vulgar
Mentruste, mentrasto, catinga-de-bode, maria-preta,
picão-roxo.
Sinonímia Científica
Ageratum conyzoides Sieber ex Steud; Ageratum hirsutum Lam.;
Ageratum mexicanum Sims.; Ageratum latifolium Cav.; Alomia
microcarpa (Benth. ex Oerst.) B. L. Rob.; Carelia conyzoides (L.)
Kuntze; Coelestina microcarpa Benth. ex Oerst.; Eupatorium
conyzoides (L.) E. H. L. Krause; Cacalia mentrasto Vell.; Ageratum
obtusifolium Lam.; Ageratum maritimum Kunth
RVA-DE-SÃO-JOÃO
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Descrição Erva anual e ereta, mais ou menos pilosa, ramosa, de caule cilíndrico
com até 1 m de altura, ramos ascendentes. Folhas opostas, longo pecioladas,
ovais, obtusas no ápice, crenadas ou quase cordiformes na base, cuneadas. Flores
brancacentas ou lilases, 30 ou 50 reunidas em pequenos capítulos e estes dispostos
em panículas corimbosas densas, corola pequena. Invólucro campanulado bracteado
e largo. Escamas lineares, verdes, glabras, agudas e imbricadas, receptáculo côncavo.
Fruto aquênio de 2 mm de comprimento, preto, cilíndrico, glabro, quando novos
é ciliado nos ângulos. Cinco pétalas acuminadas e lineares. Planta comum em
diversos Estados brasileiros, inclusive em Minas Gerais; é ainda encontrada no
oeste da África, no México e em algumas regiões da Ásia, da América do Sul e da
Austrália. Planta invasora que se multiplica por sementes e cresce nos terrenos
incultos e nas hortas. Não confundir essa espécie com a erva- de-são-joão do
gênero Hipericum, que é usada como calmante, ou como o cipó (trepadeira) de-
são-joão, que tem flores alaranjadas.
Parte Usada Todo o vegetal.
Formas Farmacêuticas Infuso, decocto, tintura ou extrato fluido.
Emprego Tônico, excitante, diurético, carminativo, antiespasmódico, estomáquica,
ocitóxica, emenagoga e analgésica. Foi demonstrada, em animais, sua ação
antimicrobiana sobre 22 espécies de bactéria e fungos. Seu infuso e decocto
são preparados a 5% e tomados de 2 a 3 xícaras ao dia, e o extrato fluido, de 2
a 10 ml ao dia.
Constituição Química Essa espécie apresenta diferentes composições químicas
dependendo de sua origem; as plantas coletadas na Índia são diferentes das plantas
coletadas no Brasil. Óleos essenciais (monoterpenos, sequiterpenos e cromenos),
flavonoides (predominando as flavonas), cumarinas, triterpenos e esteroides,
benzofuranos e alcaloides pirrolizidínicos.
Interações Medicamentosas e Associações Ela pode ser associada às espécies
peitorais, carminativas e purgativas, como a salsaparrilha e o sene.
Contraindicação Os alcaloides pirrolizidínicos são hepatotóxicos. Doses elevadas ou
por longos períodos provocam hipertensão arterial. Contraindicada para diabéticos.
Ref. Tratado Plantas Medicinais