Fumo


Família
Solanaceae
Nome Científico
Nicotiana tabacum L.
Sinonímia Vulgar
Tabaco.
Sinonímia Científica
Nicotiana chinensis Fisch ex Lehmann; Nicotiana mexicana
Schltdl.; Nicotiana mexicana var. rubiflora Dunal; Nicotiana
pilosa Dunal

UMO

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Descrição Erva anual que pode atingir até 2 m de altura, sendo invasora em
todo estado de Minas Gerais. Possui folhas simples, alternas, sésseis, decurrentes
(uma parte do limbo é presa ao caule), membranáceas, de cheiro desagradável,
medindo até 0,5 m de comprimento. A superfície da folha, de coloração verde, fica
amarela-pardacenta quando dessecada, e é coberta de pelos glandulosos que a
tornam viscosa e glutinosa. Flores afuniladas, pequenas em relação às folhas, de
cor geralmente rosa, reunidas em cacho axilares ou terminais, 5 estames, 2 carpelos
com ovário súpero. Fruto cápsula septífraga, com inúmeras sementes. As sementes
são arredondadas e escuras.
Parte Usada Folhas secas e pulverizadas.
Formas Farmacêuticas Decocto ou pó.
Emprego As folhas secas e pulverizadas são usadas como antitetânicas, esternutatórias
(provoca espirro). O decocto das folhas é usado nas parasitoses externas, como
sarnas e piolhos. A ação do pó no aparelho respiratório é considerado benéfico,
principalmente no início de gripes e sinusites. O fumo de rolo em maceração é
utilizado como inseticida na horticultura e floricultura. Em Minas Gerais, é comum
fazer cirurgias nos animais, principalmente castração, colocando fumo de rolo no
local para evitar o tétano. O extrato fluido, 0,2 a 1 ml ao dia. Pó, máximo de 1 vez
0,15 g, e em 24 horas 0,5 g.
Constituição Química Alcaloides (nicotina, nicotelina, nicotoína, iso-nicoteína,
nicotimina, nicotirina, anabasina), ácido tabacotânico, ácido málico, ácido cítrico,
alcatrão, goma, amido, açúcar redutor, substâncias gordurosas, pécticas e essência.
Interações Medicamentosas e Associações É associado às piretrinas ou rotenonas
como parasiticida em veterinária. O tabagismo diminui os níveis sanguíneos de
bloqueadores de H2 e vitamina B12 e acelera a eliminação de benzodiazepinas,

antidepressivos tricíclicos e vários outros componentes, inclusive vitamina C.
Aumenta a velocidade de metabolização de vários componentes. Devido ao efeito
vasoconstritor e/ou estimulante da nicotina, alguns medicamentos perdem a eficácia
como insulina, lidocaína e propanolol. Mulheres em uso de contraceptivos orais
com mais de 30 anos sofrem aumento de risco de AVC. Aumenta o metabolismo
de estrogênio.
Contraindicação A sua fumaça é prejudicial às crianças e gestantes, cuja toxicidade
é transmitida ao feto e aos lactantes. Abortivo. Pode prejudicar o desenvolvimento
do feto, seu peso e causar danos neurológicos. É contraindicado para pessoas que
têm histórico familiar de doenças cardíacas, por diminuir níveis de lipoproteínas
de alta densidade; em diversos tipos de câncer associados ao tabaco, e também
em glaucoma, enfisema, bronquite, asma, diabetes, hipertensão, osteoporose e
úlceras, devido à exacerbação das condições existentes. Trombose nas pernas.
Deve ser evitado antes de cirurgias devido ao aumento de monóxido de carbono
no sangue.
Toxicidade Favorece o aparecimento de tumores malignos, principalmente no
pulmão e no lábio (cachimbo), dentre outros. Bronquite crônica. Fibrose pulmonar,
enfisema, além de problemas de pressão arterial e na mucosa do estômago.
Demora na cicatrização. Dependência. Mas esses efeitos não estão associados ao
uso medicinal da espécie como parasiticida.
Ref. Tratado Plantas Medicinais